segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

[Confissões] Infância TEMPOral

Haveria antes de minha infância algum tempo em que poderia te conhecer? Pois neste momento, apesar de me ter falha memória, existiamos em ti, antes mesmo de sermos formados materialmente. Porventura sou eu merecedora de algo? Certamente que não. Com efeito, em ti habitam todas as coisas, pois sem Ti, nada do que foi feito existiria. 
Durante a infância lembro-me do riso, não sei ao certo como, nem porquê. Lembro da cor das lembranças, dos sons, e do quanto a sua essência já estava a me rodear sem ao menos me dar conta disso. 
O que foi hoje não será amanhã, mas o que foi amanhã já se passou. 
Os dias não te afetam, o tempo não te afeta, pois estes estão em você e são controlados por você.
Toma meu riso infantil e ouve-o como para Ti. 
Crescer hoje tem um novo significado, porque aprendo contigo, e ao seu lado, tudo se torna novo. (Ó beleza antiga e tão nova). 
Teu é o hoje assim como foi o ontem e haverá de ser o amanhã.
Por isso cresci, mudei e conheci, conheci coisas debaixo do sol, nada delas se compara a completude de sua sabedoria.
Ouvindo a chuva não tinha consciência de que você existiu antes dela, no passado sem começo, antes de tudo, já eras. 
Hoje, olhando a grandeza de sua criação me dou conta de que aquela menina não entendia o porquê de te adorar, não entendia o porquê de existir ou até mesmo de te dizer constantemente que tu és Eterno. Não como um lembrete a Ti, certo que não, tua mente não precisa de memorandos. Apenas para lembrar a si mesma de que existe um Deus que habita na luz inacessível, e este Deus é Eterno, e este Deus pode tudo, e este mesmo, apesar de sua plenitude, escolheu amá-la.

Confissões

Tenho lido as confissões de Agostinho e algumas reflexões têm fervilhado ativamente em meu ser. Senti que devia compartilhar. A forma da escrita é tão sutil e ao mesmo tempo tão cheia de verdade, que através dela vou me inspirar pra acrescentar ao meu diário espiritual. Então começarei aqui uma nova série para minhas próprias confissões 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Resenha até o fim da queda

Da maravilhosa editora Draco, um dos últimos lançamentos:
Vou começar deixando aqui o acesso ao booktrailer para os curiosos:
https://m.youtube.com/watch?v=TTVUaAgC7eM

Quem espera um livro comum não vai ter isso. Primeiro pela disposição das informações que é o que poderia chamar de bagunça organizada. A quebra do espaço-tempo, entrevistas, fotos e textos é de tirar o fôlego. 
Cada assunto tratado, desde aqueles que possuem riqueza de detalhes quanto aqueles que dão um ar de mistério, são incríveis. Afirmações como:
*alerta de possível spoiler*
Quando o autor diz que acredita no mal, que ele é universal e presente

*pode ler a partir daqui*
Podem causar espanto, mas causam também algo que poderíamos reduzir como "reflexão".
Não posso falar mais sobre o conteúdo interno, afinal é uma resenha, não resumo do livro.
Vamos ver as informações principais
É uma obra de ficção;
É brasileira: o que torna a arte mais ainda curiosa, pois podemos ver o desenvolvimento de nossa literatura e as diversas formas sob as quais se apresenta;
Trata de assuntos de difícil acesso 
O preço está extremamente acessível, pois no que se pode dizer em relação ao conteúdo, a editora Draco foi generosa. Um livro grandioso com um valor que cabe no bolso

Após minha opinião, leiam então a sinopse:
Ivan Mizanzuk não é para iniciantes. Ou melhor, talvez seja bom que iniciantes o leiam tanto leitores quanto escritores. Porque Ivan sabe do que está falando. Num estilo que mistura e homenageia autores como André Breton e Valêncio Xavier (quantos da nova geração já leram? Precisam), este professor de arte estreia na literatura misturando ficção e realidade, magia e mundo-cão. Já leram? Não? Precisam. — Fábio Fernandes, doutor em comunicação pela PUC, escritor e tradutor1993. 
Em pouco tempo sete jovens se suicidam, e rumores sobre um ritual ganham as páginas dos jornais. A polícia descarta a opção e dá o caso como encerrado. Anos se passam e Daniel Farias, um popular escritor de terror, decide reconstituir o caso em sua nova obra. Durante a pesquisa, descobre histórias sobre uma ordem secreta operando em nome de um demônio, o Dragão Vermelho, cujas origens remontariam a um exorcismo ocorrido no século XVI, na Espanha. Sucesso imediato entre os fãs, o livro alcança a lista de best-sellers e também as páginas policiais, ao se espalhar a notícia de que leitores estariam se matando após a sua leitura. Isso faz as vendas explodirem, e o mistério aumenta quando o próprio Daniel começa a ser vítima de ameaças, enquanto pais preocupados tentam boicotar o livro. Livro de estreia de Ivan Mizanzuk, uma das novas promessas do thriller nacional, Até o fim da queda desenha através de cartas, entrevistas e artigos de jornais uma trama de conspirações e inquietudes, ao mesmo tempo em que investiga as mais profundas angústias humanas, e o preço que pagamos ao tentarmos silenciá-las. Descobrir o que se esconde no fundo desse abismo pode custar sua própria sanidade.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Última leitura de 2016

Pode parecer um pouco tarde, mas o último livro (que não é tão novo assim) lido por mim foi o primeiro da série maze runner: correr ou morrer. Como a maioria das adaptações, a minha primeira reação ao ler foi: "que caramba fizeram com o filme". O final a rigor *sem spoiler explícito* se desenrola com as mesmas informações relevantes da produção cinematográfica, mas o caminho para esse se revela MUITO MUITO MUITO diferente. Mas para quem gosta de uma leitura bem descontraída, com ação e uma ideia sem muitos clichês característicos de literatura adolescente... Pode ler, recomendo.
Vamos a um resumo bem rápido:
O principal dessa série é o Thomas. Ele começa claramente com um conflito de memória e é levado a um local até então desconhecido.
Chegando lá, encontra com pessoas que ele não sabe dizer o nome de imediato, nem ao menos sua relação com elas. Pra completar o cenário, a única forma de "sair" de lá é percorrendo um labirinto que o cerca. Mas todas as noites as paredes mudam. As pessoas que compõem o lugar são adolescentes (como ele) que também não se lembram de detalhes de sua vida anterior.
Aliás, isso é que o difere dos demais, Thomas tem relances de memória... Só não consegue organizar seus pensamentos.
ENFIMMMM, chega, o resto vai ser descoberto durante o livro. Dar informações demais estraga

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Renovando laços

selo_dracoblogs

sábado, 12 de setembro de 2015

Divergente


Posso confessar que no começo (nas quinze primeiras páginas), já não simpatizei com a forma de escrita da Veronica Roth, mas como não costumo muito comprar um livro e não o ler, eu me forcei a continuar até porque a história é interessante. Então, a medida que o livro ia esquentando eu queria devorar de uma vez, acabou que eu fiquei completamente apaixonada pelos personagens Quatro e a Tris, apesar da história conter romance, não é aquela coisa melosa (nhênhênhê), é cheio de aventura e te leva a altos e baixos.

A HISTÓRIA
a Chicago em que os personagens vivem está dividida de uma forma diferente da tradicional, mas sim em facções, cada uma delas representa uma virtude, são elas: abnegação, erudição, amizade, audácia e franqueza. Quando o adolescente chega a uma certa idade ele tem que escolher se vai continuar na facção onde se encontram seus parentes (e onde ele naceu), ou se vai mudar para uma facção diferente, para isso ele tem que fazer um teste de aptidão. E para a surpresa de todos, o teste da Tris vai por um rumo totalmente diferente do que todos esperavam.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Resenha portal de Magmund

O totem sagrado da cidade de Valamares desapareceu!
Só esse acontecimento já seria um grande problema, não fosse a preocupante lenda que diz que o sumiço do monumento é um prenuncio da vinda do Duocáptero, um temível dragão de duas cabeças que virá de um mundo chamado Magmund deixando pânico e destruição em seu rastro de fogo.

 O livro a primeira vista pode parecer um tanto infantil, mas ao mesmo tempo tem uma história bem engraçadinha, fofa e divertida. Quem nunca foi criança? Eu garanto que vale a pena ler. O diálogo da Rita com os animais são as melhores partes do livro. O cachorro, e a coruja são engraçadíssimos. É muito empolgante. Eu juro que se eu topar com o Marcos Baccarini na rua dou um abraço nele. Por ter feito me lembrar tanto assim de minha infância. A história dele me lembrou um misto de Scooby Doo, com Pequeno urso, com camundongos aventureiros e uma pitada de Harry Potter.  E quero continuação!!!

Informações técnicas:
Páginas: 380
Autor: Marcos Baccarini
A estória:
Para evitar que o portal de Magmund se abra e deixe escapar o Duocáptero quatro crianças, um cachorro uma coruja e mais alguns convidados terão que embarcar numa viagem emocionante para fechar o portal de Magmund. O Duocáptero acaba se tornando o menor dos problemas, porque mais alguns perigos inesperados vão se juntar a essa tarefa.

Pontos positivos:
·         Conto envolvente
·         Engraçado
·         Tem desenhos a cada capítulo
·         Faz lembrar a infância
·         Não é cansativo
·         Diálogo simples
·         Faz sua imaginação voar
Pontos negativos
·         Achei desnecessárias certas partes da história que tornaram o livro muito grande. Ex: a parte da bruxa e sua vassoura com defeito.

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